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O segundo cão da família - Por Soraia Mergulhão

28 de Dezembro de 2011

Olá pessoal, aqui estamos novamente para conversarmos sobre nossos aumigos peludos. Dessa vez vamos falar um pouco sobre como adaptar um segundo cão à família. 

Antes de começar quero lembrar que qualquer material por escrito, seja um livro ou website, ou mesmo um programa de TV, não exclui a presença de um profissional para ajudar a treinar/adaptar ou avaliar seu aumigo; aqui tratamos apenas de alguns casos, é impossível cobrir todas as possibilidades de uma vez só;  portanto, é sempre  bom contar com a ajuda presencial de um treinador capacitado!
 
Voltando ao tema, vamos começar pelo exemplo mais fácil: você comprou/ganhou/adotou um filhote que está ainda com a mãe e seus irmãos e ele tem uns dois a três meses (no máximo). Em casa há um cão adulto ou jovem adulto aguardando...
 
Ao buscar esse filhote que está com a mãe, sugiro que leve junto um pedaço de pano de algodão (pode ser aqueles usados para limpeza) . Para quê? Para esfregar nas tetas da mãe, nos irmãozinhos e no ambiente em que ele está; trazendo um pedaço de pano com o cheiro da família do cãozinho há menos chances de que ele estranhe o novo lar. Esse pano deverá ficar com ele na caminha onde irá dormir.
 
Vai aqui uma lição que não deve esquecida: toda a referência do cão se baseia principalmente no faro. Lembre-se que ele nasce cego e só encontra as tetas da mãe e, consequentemente, comida e sobrevivência através do faro, e assim será para o resto de sua vida! Mesmo depois que seus olhos abrem e ele começa a ver o mundo, sempre irá confiar primeiro em seu nariz.
 
Pois bem, resolvemos uma parte do problema:  diminuímos o stress que o filhote poderia sentir ao mudar de ambiente.
 
Não se esqueça de que ele deverá passar por uma consulta ao médico veterinário que irá dizer qual será o melhor momento para ele começar a conviver com o outro cão da casa.
 
E vamos agora falar do nosso “aumigo primogênito” ! Na maior parte das vezes, com RARAS exceções, ele não achará muito divertido ganhar um cãopanheiro; as demonstrações de mau humor e ciúmes são muito comuns, por isso, tentem transformar a chegada do filhote num momento agradável para ele.
 
Se puder, tente agir da seguinte forma:
 
- leve-o para passear e brincar num parque ou jardim por uns 30, 40 minutos antes do “encontro”;
- resista a tentação de ficar fazendo muito carinho e pegando o filhote no colo na frente dele (ciúmes, lembra?);
- todas as vezes que o cão mais velho demonstrar gentilmente interesse pelo filhote, tentando brincar com ele, lambendo, etc. agrade-o com entusiasmo, até mesmo dê algum petisco como recompensa;
- se, ao contrário, ele rosnar ou avançar, repreenda-o com firmeza,  não é necessário bater, você pode dar uma bronca, ou bater palmas enquanto diz “Não!” , sem gritar. É importante mostrar a ele que a presença de mais um cão na casa não fará você gostar menos dele, ou que ele terá menos carinho, comida e atenção.
 
O período de adaptação leva em torno de 15 a 20 dias, em média, portanto, esteja preparado para um pouco de stress durante esses dias; pode ser que além de ter um filhote destruindo e sujando a sua casa, você também tenha um adulto regredindo e agindo como filhote, fazendo coisas que há muito tempo já não fazia (e só as coisas desagradáveis).
 
Se o filhote puder sair à rua, mais fácil fica, porque você poderá passear com os dois e logo irá se estabelecer um relacionamento de matilha entre eles.
 
Aqui estou tratando de uma adaptação fácil, vamos supor que seja entre um jovem adulto sociável e um filhote. Outras situações, como por exemplo, um cão de raça mais agressiva ou um cão de idade avançada deverá ser tratado de forma diferente.
 
No caso de cães de raça agressiva, recomendo uma consulta com um profissional (adestrador/treinador) e em relação a um cão idoso ou que tenha algum problema físico e que o faça sentir dor, também acho necessário uma conversa com um médico veterinário, afinal, um filhote poderia, com suas brincadeiras, causar dor ao adulto, comprometendo o bom relacionamento entre eles. Imaginem um Lhasa Apso de 10 anos tendo que conviver com um saudável Labrador filhote de 5 meses!
 
O bom senso é sempre recomendável, além do exercício de tentar se colocar no lugar do cão e imaginar o que sentiríamos se estivéssemos passando pela mesma situação.
 
E aqui vão as últimas dicas:
 
- como os cães se orientam pelo faro, quanto mais cedo conseguir misturar os cheiros dos dois, mais cedo gostarão da companhia um do outro; trocando os panos ou caminhas que eles dormem ou colocando-as o mais próximo possível uma da outra;
- no período de adaptação (15/20 dias) servir ao cão mais velho uma comida mais gostosa, talvez misturando um pouco de petisco, ao lado de um pano ou brinquedo com o cheiro do filhote, assim ele fará a associação da presença dele a algo agradável;
- nossos aumigos são muito sensíveis ao que estamos sentindo, portando, no momento da apresentação, tente estar o mais calmo possível, se você passar segurança e tranquilidade, o cão se sentirá mais à vontade com o novato; porém, se você estiver apreensivo em relação a convivência deles, poderá passar uma mensagem instável e insegura e, naturalmente o cão reagirá de forma agressiva, tentando defendê-lo do que o incomoda, nesse caso, o filhote!
- alguns cães são naturalmente maternais e imediatamente adotam o novato; mesmo assim, não se esqueça de recompensá-lo, seja com carinho , petisco ou um passeio, afinal, ele merece!
 
Por experiência, percebi que na verdade os cães gostam da companhia uns dos outros, e que os problemas de convivência surgem porque não é feito a “apresentação” de forma adequada, e, quando se erra no começo, consertar fica bem mais difícil!
 
Bem, por hoje é só, na próxima trataremos das outras combinações possíveis! 
Um bom final de ano a todos e um Feliz 2012!
 
Por: Soraia Mergulhão, adestradora e especialista em comportamento canino
(e-mail: caes.edu@gmail.com / www.chacaradatiasoraia.com)
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