Como acabar com carrapatos

Quando nos deparamos com carrapatos em nossos cachorros, tudo indica que o ambiente já está repleto deles.

Sendo assim, o que fazer para conter uma infestação de carrapatos? Como manter nossa residência livre dessa praga? Como devemos proceder para que o problema não se agrave e coloque em risco a nossa saúde e a dos nossos animais?

Essas e outras questões serão abordadas neste artigo, bem como a definição do que é um carrapato e de seu ciclo de vida.

O que são carrapatos
Carrapatos são artrópodes da ordem dos ácaros e ectoparasitas que vivem na superfície de hospedeiros — que podem ser tanto os animais domésticos e silvestres quanto o homem.

São parasitas hematófagos, ou seja, alimentam-se do sangue de seu hospedeiro, e são responsáveis pela transmissão de inúmeras doenças.

Geralmente, os carrapatos vivem em capim, touceiras, no chão e entre madeiras, em climas secos ou úmidos.

Sua forma é oval, e, em jejum, eles se apresentam planos. Porém, após se alimentarem, ficam convexos, em formato esférico. Eles não pulam como as pulgas, mas chegam ao hospedeiro andando e, depois, agarram-se a ele.

Algumas doenças podem ser transmitidas pelos carrapatos, e os sintomas podem variar de acordo com a patogênese, ou seja, a forma como os agentes agridem o organismo, que pode ser por meio de vírus, bactérias, protozoários e riquétsias.

No Brasil, os carrapatos mais comuns são o carrapato-estrela e o carrapato-vermelho-do-cão. Aquele conhecido por micuim ou pólvora é, na verdade, a larva do carrapato-estrela.

O ciclo de vida dos carrapatos
O ciclo de vida dos carrapatos possui quatro fases — ovos, larvas, ninfas e adultos (machos e fêmeas).

Quando não estão no animal, eles se escondem no ambiente (em ninhos), onde passam grande parte de suas vidas. Quando trocam de fase, nunca estão no animal.

O modo correto de retirar carrapatos dos animais

É perigoso arrancar o carrapato do cachorro, visto que o aparelho bucal do parasita pode ficar preso no animal e, assim, ocasionar irritação na pele.

Se for retirar o parasita, cuide para fazer isso com uma pinça. Puxe-o bem devagar e pela cabeça, mantendo o carrapato intacto. Depois, coloque-o em um vidro com álcool e deixe a tampa fechada.

Não jogue o carrapato que retirar de seu cão no lixo, descarga ou pia, pois, provavelmente, ele sobreviverá e voltará para o ambiente.

As partes do cachorro em que os carrapatos geralmente se alojam são:
•na virilha;
•entre os dedos;
•nas dobrinhas externas dos genitais;
•nas partes internas e nas dobrinhas das orelhas.

As doenças que o carrapato pode transmitir

Entre as doenças que os carrapatos podem transmitir, as mais conhecidas são:
•febre maculosa, que é transmitida pelo carrapato-estrela;
•doença de Lyme;
•babesiose canina;
•erliquiose canina, transmitida pelo carrapato-vermelho-do-cão.

Não há um tratamento preventivo contra doenças transmitidas pelo carrapato no Brasil, por isso, é muito importante que você examine seu cão com frequência, bem como o ambiente no qual ele vive.

Assim, você conseguirá manter o animal o mais longe possível do contato com o parasita.

Alguns produtos podem ser utilizados no cão para conter a infestação. Confira:

1. Coleiras
Esses objetos necessitam de alguns cuidados, visto que, ao fazermos a troca da coleira, ela libera remédio, podendo provocar contaminação no animal.

Outro motivo da pouca eficácia das coleiras é o fato de que não podem ser molhadas, pois perdem seu poder de ação.

2. Shampoos e sabonetes
Esses produtos só matam o carrapato durante o banho e não deixam resíduos que possam combater o carrapato.

O banho deve ser ministrado com muito cuidado para evitar o risco de o animal ingerir o produto.

3. Talcos
Atuam da mesma forma que o shampoo, possuindo também o efeito temporário, deixando poucos resíduos que evitem o parasita. No entanto, o produto pode cair no ambiente onde fica o animal e, assim, também ajudar no tratamento.

4. Sprays
São considerados muito eficazes, e seus efeitos podem durar cerca de um mês. O produto deve ser aplicado por todo o corpo do animal, porém, deve-se tomar cuidado com as regiões dos olhos, da boca e da genitália.

Ao entrar em contato com a pele do cachorro, o produto age automaticamente, eliminando os carrapatos.

5. Pipetas
São utilizadas em caso de infestação e duram cerca de 30 dias. O líquido deve ser aplicado na nuca do cão, local onde ele não consegue lamber, evitando, dessa forma, a intoxicação.

Não são indicadas para filhotes com menos de 2 meses nem para cães com peso abaixo de 1 kg, devido ao risco de intoxicação.

6. Comprimidos
Eles são recomendados para os cães que já estão com a pele irritada, devido às picadas dos parasitas, ou mesmo para aqueles alérgicos a sprays e outros produtos de uso externo.

O efeito dura cerca de 7 dias. Filhotes com menos de 2 meses e cadelas prenhes ou lactantes não devem usar esse método.

Da mesma forma que existem produtos para serem usados nos animais para conter a praga, existem também aqueles específicos para o ambiente. Confira quais são eles lendo os últimos 3 itens da nossa lista:

7. Talco
Aquele mesmo talco que você usou no cão após o banho, pode também ser utilizado para pulverizar o ambiente. Uma boa dica é colocar um pouco do produto no saco do aspirador de pó e aspirar a casa.

8. Spray ou aerossol
Existem diferentes tipos de sprays, aqueles para serem aplicados no animal e aqueles para serem utilizados no ambiente, e devemos ter muito cuidado para não confundi-los.

Os locais ideais para a aplicação são muros e paredes. O uso desses produtos é também uma excelente forma de conter os parasitas que podem estar vindo de outros locais.

9. Inseticidas
Esses produtos combatem a infestação de carrapatos. Eles são à base de deltametrina e usados exclusivamente para ambientes ou em animais de grande porte, como equinos e bovinos, mas não devem, em hipótese alguma, ser utilizados diretamente em cachorros.

A aplicação de inseticida é feita por meio de borrifador, e o ambiente, durante a aplicação e secagem, deve se manter bem ventilado. Os animais só poderão ficar no local depois que o produto secar bem.

Antes de mais nada, devemos deixar claro que o uso de medicamentos e produtos que possam vir a intoxicar os pets devem ter indicação e orientação de um médico veterinário.

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