Dicas para passear com cachorro

Orelhas em pé, rabinho abanando e pelos arrepiados. É só escutar o barulho da chave que eles já sabem que está na hora de passear, não é? Mais do que um momento de lazer, passear com cachorro significa preocupar-se com a saúde e o bem-estar do seu bichinho. Afinal, todos os cachorros precisam de exercício físico e contato com a natureza.

Entretanto, para que o passeio traga benefícios não só para o cão, mas também para o dono, é preciso levar em consideração vários aspectos. Dentre eles, a idade do animal, o tempo e a frequência da atividade física, e até o tipo de coleira ideal para o bichinho.

Bem, sabemos que, para quem leva uma vida corrida e precisa se dividir entre a rotina agitada no trabalho e as atividades domésticas, encontrar um tempinho para o pet e aprender a passear corretamente com ele não é tarefa fácil.

A partir de que idade posso levar meu cachorro para passear?
Se acabou de adotar ou comprar um filhote, você mal pode esperar para sair com ele na rua, certo? Contudo, nem pense em passear com cachorro caso ele não tenha completado as três primeiras doses da vacinação.

É justamente por serem filhotes que esses bichinhos são mais suscetíveis às doenças. Então, não devem sair de casa se não forem vacinados, mesmo quando carregados no colo. Isso porque outros animais não imunizados passeiam livremente pelas ruas, podendo transmitir doenças para o seu filhote, além de pulgas e carrapatos.

Geralmente, um filhote só estará imunizado e pronto para ir às ruas por volta dos quatro meses de idade — isso se estiver recebendo as vacinas de maneira adequada, e com o acompanhamento correto.

Manter o bichinho com o cartão de vacinas em dia contribui, inclusive, para o chamado “efeito rebanho” que se espera com a imunização: quanto mais animais domésticos forem vacinados, menor é a chance de as doenças em questão se tornarem endêmicas.

Em outras palavras, a vacinação protege o seu bichinho e também, indiretamente, aqueles que não têm acesso à vacina. Ainda quanto à imunização, vejamos outros cuidados que você deve ter com seu cãozinho filhote:
•na porta de entrada, mantenha um pano embebido em água sanitária e água corrente para limpar as solas dos sapatos sempre que chegar à sua casa, caso não seja possível retirá-los ali mesmo;
•lave as mãos sempre que for brincar com seu filhote;
•evite que seu filhote tenha contato com visitas que estejam acompanhadas de cães ou que tenham acabado de voltar de um passeio com o animal;
•se você tem mais de um cachorro em casa, não o leve para passear até que seu novo filhote esteja imunizado;
•mantenha longe do seu filhote sapatos e demais objetos que chegam sujos da rua;
•tenha sempre em mãos o contato de um veterinário de sua confiança.

Quanto tempo deve durar o passeio? E qual é a frequência ideal?
Essa é uma pergunta complexa, pois depende de algumas condições como, por exemplo, a idade, o porte e a raça do cachorro.

No geral, animais de grande porte costumam precisar de mais exercício, pois têm mais energia para gastar, enquanto cachorros menores ou idosos demandam exercícios mais curtos e menos cansativos.

Mesmo assim, o tempo ideal para a duração do passeio deve ser estabelecido gradativamente, porque o cão precisa se acostumar à rotina do exercício. Um cachorro que está começando a passear, por exemplo, deve sair de casa em dias alternados, por cerca de vinte minutos.

Ao longo das semanas, você aumenta a duração dos passeios e a frequência das caminhadas, até atingir o patamar ideal: passeios diários, com duração de trinta minutos a uma hora de exercício, podendo variar entre caminhar, correr ou até, se possível, nadar.

Mas lembre-se de que, caso você não tenha total controle sobre seu cão, o ideal é estar acompanhado de alguém habilitado para isso, como os profissionais dogwalkers — ou “babás” de cachorros.

Agora, se o seu cãozinho utiliza os passeios não só para se exercitar, mas também para cumprir as necessidades fisiológicas, a quantidade dos passeios aumenta significativamente. Nesse caso, quanto mais vezes por dia você sair com ele, melhor.

Uma boa média é levar o bichinho à rua de três a quatro vezes por dia. Isso evita que o animal desenvolva uma infecção urinária por segurar o xixi durante muito tempo, por exemplo.

Quais raças precisam passear mais?
A raça do animal é outro quesito importante para definir a frequência e o tempo ideal dos passeios. Cães mais hiperativos, como Labrador Retriever, Golden Retriever e Cocker Spaniel, por exemplo, necessitam caminhar regularmente — se possível, todo dia.

Isso faz com que eles gastem a energia extra de forma positiva e evita que, ao ficarem sozinhos em casa — um espaço pequeno, e sem atividades — eles façam muita bagunça, como comer os objetos ou roer os móveis.

Raças que têm propensão à obesidade, como o Beagle, Dachshund e Pug, também precisam sair de casa mais vezes, com passeios de longa duração. Mas não se engane: mesmo as raças mais tranquilas ou cães que já vivem em espaços grandes precisam fazer passeios rotineiros.

Além disso, se o cão já é bastante ativo por natureza, como os cães de caça — Terrier e pastoreiros — é necessário praticar atividades todos os dias. Quando houver chuva, aposte nas brincadeiras com bolinhas e demais brinquedos para exercitá-los.

De toda forma, lembre-se: independentemente da raça do bichinho, passear é fundamental, pois contribui para a sua socialização, evitando que ele se torne agressivo, medroso ou antissocial.

Que tipo de coleira devo escolher?
De fato, esse é um assunto controverso. Há treinadores que dizem que quanto mais frouxa for a coleira, melhor. Assim, você não tensiona o cachorro e ele passa a compreender mais facilmente os seus comandos.

Por outro lado, se o seu bichinho já adquiriu o hábito da bagunça, uma boa coleira é essencial para segurar o peludo quando ele quiser pular nas visitas ou avançar em outro cachorro, e até para levá-lo para o banho.

Via de regra, a coleira para uso no dia a dia deve ser bem ajustada, mas sem apertar o animal. Então, antes de comprar esse item, procure lojas especializadas e observe bem o tipo de fecho e as opções de regulagem, de modo a torná-la o mais confortável possível para seu bichinho.

Quanto ao material, as coleiras de nylon são mais adequadas, pois secam mais rápido que as de couro ou algodão e têm durabilidade maior. Outra sugestão é a coleira “cabresto”, com uma tira de nylon para o focinho e outra para o pescoço do animal, permitindo maior controle sobre ele.

E lembre-se também de acoplar uma medalha de identificação na coleira do seu bichinho, para o caso de ele fugir em alguma eventualidade.

Qual é o melhor horário para o passeio? E quais itens devo levar?
Não tem segredo: basta escolher um horário de temperatura amena, logo cedo ou no final da tarde. Isso porque, além do desconforto, sair em horários de sol a pino pode causar queimaduras nas patinhas do seu cão.

Quanto aos itens a serem levados, o saquinho para recolher as fezes é essencial. Se o passeio for mais longo, lembre-se também de levar água e alimente o animal cerca de uma hora antes do passeio.

Por fim, é claro, sempre utilize a coleira! Afinal, por instinto, seu cão pode ter alguma reação inesperada durante o passeio, colocando a si próprio, o dono ou outras pessoas em perigo.

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