Animais em situação irregular são retirados das ruas

A grande repercussão de uma postagem em uma rede social que denunciava maus-tratos aos animais fez a fiscalização ser reforçada em São Lourenço (MG). Equipes da prefeitura foram às ruas e retiraram de circulação animais que puxam charretes e estavam em situação irregular.

Segundo o setor de zoonoses, três animais que estavam irregulares foram retirados. E outros que já haviam sido notificados antes não estavam mais trabalhando nas ruas. Bodes e cavalos são usados no turismo na cidade. Enquanto os animais maiores puxam as charretes, os bodes são usados para as mini-charretes, que levam crianças.

O caso ganhou destaque na cidade durante a semana. Na publicação, uma turista de Rezende (RJ) mostrava um bode que puxava uma charrete se ajoelhando para comer grama. Foram mais de 17 mil compartilhamentos e centenas de comentários de pessoas que são contra o uso de animais para este tipo de trabalho.

Segundo a veterinária, esta não é a primeira vez que o mesmo homem é autuado. Agora, o boletim de ocorrência deve gerar uma multa que vai de R$ 2,6 mil a R$ 2,9 mil. “E além de maus-tratos, ele já tem boletins de ocorrência por trabalho infantil”. A informação de testemunhas é que menores de idade são colocados para puxar os bodes nas charretes.

Um dos pontos criticados pela turista era justamente a falta de fiscalização. Com as denúncias, a prefeitura colocou nas ruas as equipes de trânsito e Controladoria de Zoonoses. Na ação deste sábado, foram checados os chips instalados nos cavalos, a condição de saúde e a Carteira Municipal de Habilitação dos charreteiros. Nenhum bode, animal usado para puxar as mini-charretes com crianças, foi encontrado nas ruas.

A ação foi comemorada por defensores dos animais na rede social e turista que fez a reclamação também ficou satisfeita. “Minha publicação teve uma repercussão que não esperava. Fico feliz com a possibilidade de mudança no turismo com tração animal em São Lourenço. Espero que existam leis rígidas e fiscalização”, conta Fernanda Brito.

Ainda segundo a veterinária do setor de zoonoses, o monitoramento do chip é diário e feito pela equipe de trânsito. Isso garante o rodízio de animais. A intenção, agora, é aumentar a frequência da fiscalização clínica, com a presença da veterinária. “Quero aumentar para 15 em 15 dias ou uma vez por semana, pelo menos”.

DEIXE UMA RESPOSTA

Please enter your comment!
Please enter your name here