Problemas na pele dos cães aumentam no verão

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A Dermatite Alérgica à Picada de Ectoparasitas (DAPE) é um dos tipos de enfermidade que mais acomete os cães nesta época. “A DAPE é uma reação decorrente da hipersensibilidade dos animais aos componentes da saliva e/ou picada dos ectoparasitas, como pulgas e carrapatos. É comum que após serem picados, os cães apresentem coceira (prurido) intensa. A coceira é o sintoma primário, seguido por lambedura em excesso. Alguns animais ficam tão incomodados que acabam mordiscando a pele ou se coçam com as próprias unhas, o que pode ocasionar lesões”, explica a Médica-Veterinária e Gerente de Produtos da Unidade Pet da Ceva Saúde Animal, Priscila Brabec.

A região dorsal, principalmente o lombo e a base da cauda, mas também orelhas, patas e abdômen são as áreas que costumam ser afetadas com mais frequência pela doença. Pesquisas indicam que mais de 70% dos cães sofrem com essa alergopatia, que gera lesões cutâneas secundárias provenientes do prurido intenso. Entre os sintomas mais comuns estão alterações na coloração dos pelos, descamação e queda de pelo (alopecia), além de infecções nas orelhas (otites).

O uso de ectoparasiticidas é a principal forma de evitar a DAPE. “Os tutores devem aplicar mensalmente produtos com ação contra pulgas e carrapatos, mesmo nos animais que não vão com frequência à rua. A escovação diária também é uma alidade preciosa, pois remove a sujeira e os pelos mortos, bem como é importante combater esses parasitos do ambiente para que o animal não se mantenha infectado”, conta Priscila.

A Dermatite Atópica (DA) ou atopia, uma inflamação crônica da pele, é outro tipo de enfermidade que acomete os cães com frequência. Estima-se que três em cada 10 animais que vivem em grandes cidades sofrem com a doença. Entre os principais sintomas estão prurido, ressecamento da pele, lesões cutâneas, e otite, que podem ainda gerar estresse e fadiga.

“A DA é caracterizada por uma alteração cutânea que permite a passagem de alérgenos e a colonização e proliferação de microrganismos na pele do animal”, conta Priscila.

Por conta da coceira intensa, os animais acometidos pela enfermidade ficam com a pele extremamente sensível e costumam apresentar inflamações cutâneas com lesões na face, orelhas, patas e abdômen. Alguns fatores podem agravar os sintomas, como o uso de roupas, alimentos industrializados e o uso de produtos de limpeza no ambiente, além da presença de ectoparasitas. Fatores emocionais como a síndrome do abandono também podem agravar a enfermidade.

A dermatite atópica não tem cura e seu tratamento consiste na diminuição dos sintomas. “Hoje, o mercado pet oferece uma série de soluções que auxiliam no controle da sintomatologia e trazem qualidade de vida para o pet”, afirma Priscila.

A hora do banho é um momento muito delicado para os portadores de DA. Os animais devem utilizar produtos específicos e a higienização deve acontecer semanalmente e individualmente. O pet não pode tomar banho com água quente e não pode utilizar secador com vento quente.

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